Um ser

Foi naquele dia...
Disseram-me que jamais seria uma grande mulher.
O meu corpo não correspondia àquele estereótipo.
mas não me sentia menos mulher por isso.
Um corpo nu,
um espelho perante mim
e um sorriso nascia na minha cara.
Cada estria, cada sinal, o toque da minha pele,
pertence ao ser lindo, pertence-me,
sou eu que me revejo...
Penso na crueldade e ignorância do outro ser,
um ser triste...
uma vivência segundo pressões da sociedade,
a percepção de uma perfeição inexistente,
inconstante, inconsciente.
Não percebe ou não quer perceber
que cada linha na nossa pele
é fruto do que fomos, do que somos e o que queremos ser.
E o meu interior, cada vivência, cada sorriso
não define à primeira vista o que poderei parecer.
Descubro-me diariamente, à procura de renascer.
Concluindo sou um mero ser,
que de mero tem muito pouco...  

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